MEMÓRIA LUSÓFONA

Dezembro 16 2010

Homenagem ao primeiro europeu

que pisou Fall River

Por Manuel Estrela

Uma das teorias sobre as inscrições da tão falada famosa Pedra de Dighton, talvez a mais coerente,  é a que se refere às Cruzes da Ordem de Cristo, ao Escudo Português,  à data  de 1511 e ao nome de Miguel Corte Real.

Muita e muita gente acredita que estas inscrições são mesmo portuguesas, e foi um Professor da Brown University, que não era português, o primeiro que as atri­buiu  aos nossos antepassados. Até o deputado do Partido  Socialista à  Assembleia da República, Dr. Manuel Alegre, escreveu poesia sobre o importante monumento.

Outros estão no seu direito de não acreditar... mas a realidade é que ninguém, em boa verdade e com  recta intenção,  pode “julgar” a Pedra sem a ver, sem  a apalpar, pois corre  o risco de imitar os papagaios...

Vem isto a propósito da sugestão do Sr. Dr. Manuel Luciano da Silva de dar o nome de Miguel Corte Real à  nova ponte de Fall River, que vai ligar esta cidade à  vila de Somerset, precisamente para homenagear o homem de “pele pálida,” que alegadamente pisou terre­nos que mais tarde seriam  parte de Fall River ou subiu  Rio Taunton, à  procura do irmão.

Sabe-se que esta sugestão vai encontrar muitos e muitos adeptos, mas também, obviamente, contestação, como acontece com Cristovão Colon e com tantas faça­nhas históricas.

De qualquer rnaneira, a Ponte Miguel Corte Real seria acima de tudo uma (mais uma) honra para Portu­gal e para todos os portugueses.

Não será fácil, sabemos, mas unidos podemos  vencer mais este desafio.

Tudo seria mais fácil, em todos os sentidos, se Angra do Heroísmo, tão ciosa do seu passado histórico, se livrasse de alguns complexos, semeados por quem, com receios de perder algum prestígio a favor de amadores, como se isso fosse uma raridade no mundo das descobertas históricas, tivesse manifestado interesse pela Pedra de Dighton, tão relacionada com a Terceira, a fazer fé nas suas inscrições.

Existe em Angra do Heroísmo um local chamado “Largo Migvel (com o v em vez do u) Corte Real,” que poderia receber também, com o orgulho terceirense, uma réplica da Pedra de Dighton, ou no Jardim dos Corte Real. É  que a teoria portuguesa da Pedra de Dighton torna mais famoso o navegador Miguel Corte Real, que foi porteiro-mor de D. Manuel I, um cargo importante.

Se as inscrições são falsas, talvez nem se justifique tal Largo na cidade açoriana Património Mundial. É que há um  jardim para todos os Corte Real e um Largo só para o Miguel...

Pelo menos os terceirenses e todos os portugueses interessados aqui radicados poderiam influenciar ou até mesmo provocar encontros com o fim de esclarecimento. Por exemplo convidando historiadores e investigadores a visitarem a Pedra com o Dr. Manuel Luciano da Silva.

Estamo-nos a lembrar dos Amigos da Terceira... que poderiam juntar mais esta causa nobre a tantas outras já  realizadas nesta comunidade, a favor da História dos Estados Unidos e de Portugal, porque a Pedra, como diz o Dr. Silva é  um monumento americano, relacionado com Portugal.

publicado por Instituto Globilíngua às 14:39
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