MEMÓRIA LUSÓFONA

Dezembro 16 2010

Arqueológica e cientificamente, a teoria portuguesa deve partir da Pedra de Dighton para Portugal e não de Portugal para a Pedra de Dighton!

Por Manuel Luciano da Silva, Médico

De vez  em quando aparecem artigos nos jornais luso-americanos sobre as inscrições da Pedra de Dighton, levantando dúvidas sobre a teoria de Miguel Corte Real por falta de um “documento  comprovativo”.

Quem quiser estudar as inscrições da Pedra de Dighton tem que saber duas coisas fundamentais:

(1)   Primeiro saber muito bem as características dos símbolos nacionais portugueses: o Escudo em forma de um “U” e de um “V” e também que as extremidades da Cruz da Ordem de Cristo terminam em 45 graus. É  verdadeiramente lamentável que certos jornalistas  emitam  opiniões  sobre a Pedra de Dighton sem saber estas verdades fundamentais. São uns infelizes!

(2)   Segundo,  temos que saber que a Arqueologia é uma ciência, relativamente nova, que estuda o Homem (como a medicina)  através das coisas que o  Homem  realmente fez.

A Arqueologia está mais interessada naquilo que o Homem FEZ do que naquilo que qualquer papiro ou pergaminho possa dizer que o Homem foi capaz de fazer!

Há vários casos na história universal em que determinados  governantes como faraós ou imperadores mandaram os seus escribas  proclamar em “documentos comprovativos” que no seu reinado ou no seu império se viveu com fartura de alimentos, sem epidemias e em paz!  Mas o arqueologista, munido do seu alvião pequenino, da pá e da escova,  vai descobrir a verdade, nua e crua, quando encontra esqueletos de crianças (indicativo de mortalidade infantil),  esqueletos com sinais de tuberculose e outras doenças e ainda restos mortais humanos com fracturas brutais típicas da guerra!

É  fácil compreendermos quando colocamos num prato da balança o tal  “documento comprovativo, papiro ou pergaminho”,  e no outro prato da balança o achado arqueológico,  verificando  que a verdade histórica TOMBA SEMPRE para o lado do arquelologista!

E ainda há jornalistas aqui na América e em Portugal, e até historiadores,  que emitem  a sua opinião a respeito da Pedra de Dighton,  sem nunca a ter examinado, in loco! São os espertalhões! Além de serem estúpidos, são muito infelizes! Isso não se  deve fazer!

É esta  verdade arqueológica infalível que temos que aplicar  ao estudo das inscrições da Pedra de Dighton. Por esta razão as inscrições  da Pedra de Dighton -- nuas e cruas --  são muitíssimo  mais importantes do que qualquer “documento  comprovativo ou pergaminho”!...

Técnicas

As inscrições da Pedra de Dighton estudam-se, (como eu fiz tantas vezes, metido na lama até ao joelhos,  quando a Pedra estava no rio Taunton),  de noite, com luz rasante ou tangencial. Não podemos usar o método do carvão radioactivo 14, porque a Pedra de Dighton não tem proteínas. Temos  usado o  material florescente, com luz preta, infra-vermelho, facho colimado, liquinografia, sonograma, radiografia, decalques, análise de actividade neutrónica, fotometria estereotipada, ‘laser beam’  e finalmente sabemos que se podem usar os   computadores para estudar em três dimensões  as fotografias  com luz rasante  da face da Pedra de Dighton. Esta é a  técnica descoberta pela NASA no estudo  das fotografias do planeta Marte.

Mas de todos estes métodos,  o mais simples e o mais produtivo é, sem dúvida,  o usado com luz tangencial de noite. Foram os engenheiros da Kodak em  Rocherster, New York, que nos ensinaram este processo.

Entre as  204 nações  independentes  que há no mundo, perguntamos:  qual é a nação que possui um escudo nacional em forma de um  “U” e de um “V”, que se levante?   Só  Portugal é que pode responder afirmativamente!

Qual é  a nação,  que entre 317 cruzes diferentes  que há no mundo,  tem um tipo de cruz igual à Cruz da Ordem de Cristo com as extremidades em 45 graus,  que se levante?  Só Portugal  é  que se pode levantar e reclamar esse direito único!

Depois de examinarmos as inscrições de noite com luz rasante verificamos que  as gravações da Pedra de Dighton são a PROVA PRIMÁRIA  da Teoria Portuguesa. É a partir das inscrições gravadas na Pedra de Dighton e não num  “documento comprovativo” que cientificamente podemos formular a Teoria Portuguesa.

(1)               Na Pedra de Dighton estão gravadas quatro Cruzes da Ordem de Cristo, com as extremidades em 45 graus!

(2)                Na Pedra de Dighton estão gravadas  sete letras do nome Miguel Corte Real. Não há na história do mundo mais nenhum navegador com o nome de Miguel Corte Real a não ser o  navegador português.

(3)               Existem gravados na Pedra de  Dighton os Escudos Nacionais Portugueses em forma de “U” e de “V”, únicos entre  as 204 nações independentes!

(4)               Inclusive a data de 1511 está gravada com as características  numéricas portuguesas dos anos quinhentos: o algarismo 5 está gravado em forma de um  ‘S’ maiúsculo como aparece nas  catedrais, igrejas e edifícios  no mundo português  no século XVI.

É devido a  estes factos que no meu livro “Os Pioneiros Portugueses e a Pedra de Dighton” (esgotado),  eu afirmo com convicção  que as inscrições da Pedra de Dighton são a  PROVA PRIMÁRIA  irrefutável da Teoria Portuguesa.

Além disso apresento  provas secundárias como seja a influência da língua portuguesa entre os Índios da Nova Inglaterra,  a Torre Portuguesa Octogonal  de Newport, o Forte Português de Ninigret, os animais domésticos portugueses na Ilha de Sable (gado bovino) e ainda a toponímia portuguesa nas costas orientais do Canadá e   da Nova Inglaterra.

A Pedra de Dighton é não só o DOCUMENTO PRIMÁRIO dos descobrimentos portugueses na América do Norte, mas  também o PADRÃO RELIGIOSO, onde estão gravadas, em pedra dura, as primeiras  quatro Cruzes da Ordem de Cristo no Novo Mundo!

Réplicas

Presentemente  existem três Réplicas da face (55 pés quadrados)  da Pedra de Dighton  em Portugal, feitas de fibra de  vidro, que duram um milhão de anos!

A primeira está em Belém junto ao Mosteiro dos Jerónimos na Praça do Museu de Marinha.  A segunda Réplica está  no Museu de Oliveira de Azeméis  (cidade onde fiz o meu liceu),  e a terceira  encontra-se no pátio da Biblioteca-Museu  com o meu nome,  na aldeia  onde eu nasci, Cavião, Vale de Cambra, e que  foi inaugurada no dia 12 de Junho de 2001.

Todas as três Réplicas foram feitas pelo Sr. Edward  Medeiros e outros luso-americanos que deram o seu tempo  e trabalho. As duas primeiras foram construídas no estaleiro da Fábrica  de Barcos Pearson em Bristol,  RI e a Terceira  na Fábrica TPI  em Warren, RI,   por Manuel Silva, Edward Medeiros e outros luso-americanos que deram também o seu tempo e trabalho. O material  químico foi oferecido  pelos donos das respectivas fábricas.

Quando foi da inauguração da Terceira Réplica, na  Biblioteca-Museu com o meu nome, em 12 de Junho de 2001, eu declarei  para a rádio, TV e jornais, que queria que as Réplicas da Pedra de Dighton  em Portugal servissem para IRRITAR a juventude portuguesa para virem examinar as réplicas, no local,  e assim poderem melhor refutar ou concordar com a Teoria Portuguesa. Eu entendo que um bom mestre tem que fazer duas coisas:  fazer rir ou irritar, para que  os alunos se envolvam  no assunto e façam investigação por eles mesmos.  Só assim é se  que pode andar para a frente, porque  o futuro pertence aos jovens!  Infelizmente os velhos continuam  ainda  muito agarrados aos “documentos comprovativos”... e  esquecem-se dos valores arqueológicos!

Veja  www.dightonrock.com

publicado por Instituto Globilíngua às 13:37
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